sábado, 7 de junho de 2008

O circo de vidas...

O mundo é feito de cada um, parte individual
única e múltipla parte singular de seres
que ao menos sabem o verdadeiro sentido
dessa vida. Pessoas vêm e vão todos os dias
e a existência vai se tornando cada vez
mais longínqua da realidade,
viver não é mais um privilegio e sim um desafio,
muitos vivem sonhos quase reais de gargalhadas,
talvez esses sejam felizes, e se rir é o melhor remédio,
então porque ele não se vende na farmácia?
Os poetas morreram de tristeza,
o mundo não compreende mais suas formas de amores
quase perfeitos, claro, a irrealidade torna-se cada vez mais sórdida,
mas ainda é a saída para o mundo que se toma todo em cada um.
Triste mundo de desafios assustadores para aqueles
que não tem força e nem apoio como muitos dos que vejo,
feito um palhaço de um circo sem futuro
exalando suspiros engraçados de risos tristes,
se esconder em máscaras talvez seja o melhor,
essas máscaras de vidas que se vão todos os dias,
quem sabe aí ninguém te encontre. Quem sabe a verdade ainda há de vir
por entre as nuvens, entre céus azuis turquesa,
por entre arco-íris incolores, sem explicação,
no meio de um segundo sol.
A luz se faz divina. O mundo há de acabar, sozinho, sem ninguém perceber.
O malabarista aprende a ter em suas mãos as vidas
boquiabertas de todos os que o admiram,
quantos sabem o que acontece quando o espetáculo acaba?
Cada um é igual a cada! A verdade se desfaz dos risos e dos urros,
as máscaras se esvaem, seres normais...
tudo é normal, natural, R-E-P-U-G-N-A-N-T-E
normalidade das estações que todo ano cumprem seu ciclo,
uma, duas, três, quatro,
agora quero cinco
agora quero um Circo
Fugir do mundo que não me agüenta,
quero ver a normalidade se fazer forte
quando todos se forem por detrás da lona
desse maldito circo de vidas,
a minha deixo aí,
só a quero quando for sexta,
a sexta estação.
Quero ser mais, quero ser eu, mais que eu.
Dos contos de fada, a realeza busca a vulgaridade do amor proibido.
O amor que muitos bebem em cálices de cristal, tão frágeis
quanto seus corações...
O palhaço deixa escapar sua lágrima, o silêncio se faz rei.
-Palhaços choram?
-Ele ta fingindo...
Ele não estava fingindo, seu amor de cristal te cortou os pulsos.
O espetáculo encerra na quarta, pra voltar na primeira!
E eu espero, a quinta, a sexta...
Porque sou diferente, não quero ser mais um controlado pelas ruas de minha vida,
quero ser orgânico! Quero aprender a amar, quero ser poeta, ser palhaço que chora...
Eu quero a quinta, a sexta estação desse horrendo circo de vidas!

Cideral(AD)

*Voltando depois de um mês, tava sem net gente, e tava me sentindo um homem das cavernas, aff... muitas coisas aconteceram, mas vou contando com o tempo
ai em cima um texto meu, espero que gostem assim como eu gostei de escrevê-lo. bjo e bom fim de semana a todos!

Música:
Forbidden Love - Madonna (linda demais)

4 comentários:

FOXX disse...

-Palhaços choram?
-Ele ta fingindo...
Ele não estava fingindo, seu amor de cristal te cortou os pulsos.


lindo isso
mto lindo mesmo!

LeLe disse...

Nhaim amei o texto, lindo como todos os textos q vc escreve...
Saudades de seus posts, de vc seu moço ^^
Ótimo finds
xeraumm

Rafael disse...

descolonizado disse...

muito bom!
welcome back!